Ao cruzar o limiar do apartamento, uma atmosfera de elegância austera e um silêncio quase sepulcral envolveram Isabelly e Adrian.No instante em que a porta se fechou com um suave clique, selando-os em seu próprio universo particular, seus olhares se encontraram novamente. Não era um encontro casual, mas um choque elétrico, uma colisão de almas que tentavam, em vão, ignorar a força gravitacional que os unia desde a noite anterior. A tensão, palpável e quase insuportável, ressurgiu com uma intensidade avassaladora, preenchendo o espaço entre eles como uma névoa densa. Nenhuma palavra foi proferida; o silêncio, por si só, era um eloquente testemunho do turbilhão de emoções que os consumia.Adrian deu um passo à frente, sua presença imponente e magnética. Isabelly, num reflexo instintivo, recuou, seus calcanhares encontrando a frieza inerte da parede, um contraste gélido com o calor que irradiava dele. O beijo, quando finalmente aconteceu, não foi uma decisão consciente, mas uma inevitab
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