Sem esperar que eu dissesse mais nada, ele caminhou até a porta, abrindo-a e saindo em seguida, deixando-me completamente sozinha no quarto. Naquela noite, eu virava para um lado e para o outro na cama, sem conseguir pegar no sono de jeito nenhum. "Por que ele saiu assim?", pensei, intrigada. Eu é que deveria ter medo dele, não o contrário. Frustrada, sentei-me na cama, olhando para o vazio na penumbra. E por que os punhos dele estavam tão machucados? Por que aquelas pessoas da boate pareciam tão estranhas e perigosas? Levei as mãos à cabeça, sentindo um nó no estômago, sem aguentar tantas perguntas sem respostas. "Quer saber? Eu não devo me preocupar com ele", tentei me convencer. "Já tenho problemas demais na minha vida. O bom é que ele aceitou a minha proposta. Mas, afinal... o que ele vai me pedir em troca? Bom, o dinheiro pode comprar tudo." Me deitei novamente, puxando o cobertor e fechando os olhos com força, tentando finalmente dormir e esquecer tudo o que estava acontecend
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