A academia do laboratório não era, de forma alguma, o que eu esperaria encontrar num lugar que mantinha seres humanos em cativeiro, tratando-nos como meras cobaias. Na minha época como repórter do Jornal Dia a Dia, a minha imaginação sempre pintava cenários sombrios para espaços desse tipo: masmorras úmidas, paredes de pedra, barras de ferro enferrujadas e colchonetes rasgados espalhados pelo chão de concreto sujo.Em vez disso, o espaço que se abriu diante de mim era vasto, impecável e iluminado. Os equipamentos dispostos ao redor eram de última geração, com tecnologia que eu jamais vira nem mesmo nas academias mais caras da zona nobre da cidade. Havia grades repletas de pesos, barras cromadas, esteiras digitais com painéis complexos e um ringue de lona escura montado no canto oposto , um lembrete do propósito final de tudo o que acontecia ali.Olhando para aquilo, a minha mente de jornalista fez a conexão com uma clareza dolorosa: eles investiam tanto no físico das cobaias porque e
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