Maria Julia RodriguesAntes de dormir, recebi uma mensagem no meu novo celular. Meu coração deu um salto, logicamente, sabia que era Ruggero — afinal, seu número era o único que constava na minha lista de contatos. A mensagem era curta, direta, como tudo que vinha dele:"Durma no nosso quarto, topolina. Quero você só pra mim hoje."Maldito. Como se eu fosse um objeto que ele pudesse requisitar quando bem entendesse. Tentei engolir o orgulho, mas ele subiu pela minha garganta como fel. Mesmo assim, fiz o que ele mandou. Por enquanto, não tinha escolha. Por enquanto, precisava manter as aparências.Mas assim que pudesse, descarregaria tudo o que pensava. Afinal, Antonella continuava nos ameaçando, e ele não fazia nada para mudar essa realidade. Promessas vazias, palavras bonitas, e eu continuava vulnerável.Entrei no quarto dele — nosso quarto, como ele insistia em chamar — e deitei na cama enorme, os lençóis de seda frios contra minha pele. Mas não conseguia dormir. Ficava na expectati
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