Maria Julia RodriguesO homem parou, os olhos se arregalando. Antes que pudesse reagir, seu corpo foi jogado para o lado, um buraco vermelho se abrindo em seu peito. Ele caiu com um baque surdo no chão sujo do beco. Os outros dois tentaram correr, mas foram abatidos antes de chegarem ao fim da ruela, seus corpos tombando como bonecos quebrados.Levantei os olhos, e ele estava ali.Ruggero.Seus olhos estavam selvagens, a respiração pesada. Ele estava atrás do homem que quase me violentou, com as mãos ensanguentadas — havia aberto as costas do homem com sua adaga e arrancado seu coração. A cena era grotesca, macabra. Pensei que fosse desmaiar quando vi.Ele olhou para mim. Seus olhos percorreram meu corpo, viram minha roupa rasgada, o sangue escorrendo do meu lábio, os arranhões no meu pescoço. E então, algo mudou em seu olhar.Era a primeira vez que eu via aquela expressão em seus olhos. Não era raiva. Não era fúria. Era como se ele estivesse assustado.Ele se aproximou devagar. Insti
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