O relógio na parede do escritório já passava das nove quando Thiago empurrou a cadeira para trás, massageando a têmpora. Precisava de café, ou de qualquer coisa que mantivesse sua mente funcionando por mais uma hora. Ele abriu a porta da sala. Na antessala, apenas a luminária permanecia acesa, projetando um facho dourado sobre a pilha de documentos. Sarah estava lá, inclinada sobre a mesa, com os óculos de leitura na ponta do nariz e os dedos deslizando pelo teclado.Thiago parou a poucos metros dela, encostando-se na parede, os braços cruzados contra o peito, observando-a por alguns segundos antes de se fazer notar.— Você não tem vida fora daqui? — ele perguntou, a voz grave fazendo-a se sobressaltar.Sarah ergueu o rosto de supetão, piscando algumas vezes antes de soltar uma risada curta.— Pelo visto, você também não tem.Thiago a encarou, medindo o cansaço evidente sob a expressão desafiadora dela.— Então vamos embora.Ele voltou para a sala, fechou o notebook, recolheu-o e ves
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