Estou na casa de Sebastian Blackwood. E isso, por si só, já parece perigosamente íntimo. Assim que entro, sinto imediatamente que aquele lugar tem a essência dele em cada detalhe. A sala de estar é aconchegante, elegante e silenciosa de um jeito quase confortável demais. Tons escuros dominam a decoração — preto, cinza, madeira envelhecida — mas a iluminação quente deixa tudo acolhedor. Uma lareira acesa crepita suavemente perto da parede, espalhando calor pelo ambiente e fazendo sombras douradas dançarem pelo teto. Os móveis são sofisticados, mas nada exagerado. Existe personalidade ali, não apenas luxo. E, claro… Arte. Quadros espalhados pelas paredes inteiras. Alguns abstratos, carregados de emoções intensas. Outros retratos incrivelmente detalhados, tão vivos que parecem esconder histórias próprias. Há também desenhos apoiados discretamente próximos às estantes, como se Sebastian nunca tivesse realmente abandonado o artista dentro dele. A casa inteira parece exata
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