Ela ficou desconcertada rapidamente. Como um desconhecido lhe pedia o número de telefone assim, no meio da rua, depois de quase derrubá-la no chão? — Desculpe, mas... não costumo dar o meu número a estranhos — disse ela, tentando parecer firme, embora o coração batesse a mil. Zamir soltou uma risada suave e encantadora. Rapidamente balançou a cabeça, como se entendesse a relutância dela, e explicou-se com um charme transbordante. — Sei que é estranho, eu sei. Talvez você não se sinta segura em dar o seu número de telefone a um desconhecido e eu esteja sendo bastante precipitado ao pedi-lo... — Fez uma pausa, olhando-a de cima a baixo com admiração—. Mas acho que podemos nos tornar conhecidos com um café, uma bebida, o talvez uma conversa. Gostaria de ter certeza de que não te deixei nenhum roxo... e de quebra, te conhecer. Assegurou o homem com tamanha confiança que parecia justificar a audácia do seu pedido. Vera ficou olhando para ele, curiosa. Havia algo nele, uma seguran
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