Segurei a alça da mala com toda a força que tinha; eu sabia que essa viagem com Dante não seria nada fácil. Eu estava no aeroporto, esperando meu voo, quando ele apareceu. Trajava um terno impecável e arrastava sua mala com passos firmes, como se nada ao redor pudesse abalá-lo. — Olá, Alessandra... disse ele, com aquela calma de sempre, que imediatamente me deixava em estado de alerta. — Olá, senhor Dante! respondi, mantendo a voz controlada por fora, embora por dentro eu sentisse um nó apertado na garganta. Estávamos na mesma classe , exigência dele, é claro. E, por uma “coincidência”, uma moça grávida que ia sentada ao lado dele me pediu para trocar de lugar, pois queria o assento da janela. Não tive coragem de negar, e acabei ficando bem ao lado de Dante. Ele me olhou, e um sorriso cheio de insinuação surgiu em seus lábios. — Você quer mesmo estar perto de mim, né... Revirei os olhos, cheia de irritação. — Óbvio que não! A moça grávida pediu meu lugar na janela, e eu não p
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