Meu coração bate acelerado, um tambor frenético que parece querer escapar do meu peito e denunciar a minha farsa. Tento respirar fundo, de forma ritmada, para encontrar alguma paz, mas o medo tem sido um companheiro constante, uma sombra que não me abandona. Sinto-me como uma presa acuada, esperando o movimento fatal do predador. A vulnerabilidade de estar ali, deitada, enquanto ele me observa, é insuportável, uma invasão de privacidade que me deixa nua emocionalmente. Tento convencer a mim mesma de que sou forte, que posso enfrentá-lo se for preciso, que não vou me deixar dobrar, mas no fundo, no âmago do meu ser, estou apavorada. Só quando ouço seus passos se afastarem, quando sinto que a presença dele deixou o quarto, é que finalmente consigo respirar direito, o ar entrando em meus pulmões como se fosse a primeira vez.Oh Theos! Eu me pergunto, em um momento de fraqueza que me envergonha, se em algum lugar profundo, oculto e inconfessável da minha alma, eu desejo o que ele promete.
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