— Precisa, sim. Isso aqui é o meu espaço, a minha privacidade — digo, levantando-me e caminhando em direção ao closet com as roupas nos braços, uma tentativa desesperada de criar distância. No entanto, quando estou prestes a abrir a porta, sinto sua presença logo atrás de mim, o calor de seu corpo irradiando como uma fornalha.
— E o que te faz pensar, Sasha, que existe algum espaço nesta casa, ou nesta vida, que não me pertence também? — a voz dele é um sussurro rouco, carregado de um peso que