AdelineDou alguns passos para sair do cômodo, mas sinto o toque suave de minha mãe na minha mão.— Tem certeza, filha? Eu posso ir até lá e…— Não se preocupe, mami — digo, acalmando-a. — Deixe que eu mesma resolvo isso.Na sala de estar encontro uma senhora elegante em pé, observando cada canto do cômodo. Uma bolsa de grife está pendurada em seu ombro. O meu olhar cai na pulseira de esmeralda em seu pulso. Um sorriso brinca no canto da minha boca, e adentro o cômodo, atraindo a sua atenção para mim.— Ah, Adeline, querida!— É, senhorita Moreau para você — exijo, séria. Cabeça erguida. Olhar altivo.O sorriso dela se quebra um pouco, mas logo ela o reconstrói.— A sua casa é belíssima! — Otávia diz, ignorando a minha arrogância.— Veio até aqui só para elogiar a minha casa? — rebato, um tanto sarcástica.Dessa vez ela parece constrangida.— Entendo essa sua agressão gratuita contra mim.Agressão gratuita? Meu cérebro retruca indignado. Entretanto, mantenho a compostura.— Sabe, naqu
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