AdelineA aproximação dele é lenta, porém intensa e perigosa. Tão intensa que, ao sentir o calor do seu corpo tão perto do meu, o ar simplesmente escapou dos meus pulmões. Eu deveria encará-lo com firmeza, impor uma distância segura, exigir que ele ficasse bem longe de mim, mas as palavras simplesmente não saem. Elas permanecem presas em minha garganta, enquanto o meu coração bate violentamente acelerado. Vincenzo inclina um pouco a cabeça, porém seus olhos escuros e imponentes continuam presos nos meus. Seus lábios chegam a roçar levemente na minha pele.Um toque tão sutil, mas não menos devastador.Meu cérebro grita no mesmo instante: afaste-o para longe! Mas as minhas mãos não obedecem. Nada no meu corpo funciona agora. E, para o meu desespero, me pego desejando esse beijo.Fecho os olhos e espero pelo impacto inevitável.— Adeline? — A voz de Sébastien invade o terraço de repente, e Vincenzo se afasta.Meu corpo imediatamente reclama o calor dele, e me pergunto por quê. Por que es
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