AdelineMomentos depois, estou dentro de um táxi, consumida por uma avalanche de pensamentos contraditórios, que me deixam cada vez mais perdida. Meus lábios ainda sentem o calor dos seus. Meu coração ainda bate selvagem dentro do peito. E sinto que não será nada fácil arrumar toda essa bagunça.— Chegamos, senhorita! — O motorista avisa, mas me dou conta de que esqueci minha bolsa dentro do carro de Vincenzo.— Droga! — resmungo, contrariada. — Espere aqui. Eu vou pegar o dinheiro e volto rápido.Saio do carro e caminho para dentro do prédio da Moreau.— Senhorita Moreau?E antes que Marco inicie uma conversa sobre agendas, horários e reuniões, viro-me para ele.— Você pode pagar o táxi?Ele olha para fora.— Claro.E, quando ele passa pelas portas de vidro, caminho com passos firmes para dentro de um elevador.... Eu vou convencê-la do meu amor, Adeline Moreau.A frase se repete dentro da minha cabeça.O problema é que eu não duvido do seu amor, senhor Vitale. Eu só não confio em vo
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