Assim que a porta se fecha e a trava eletrônica emite aquele bipe final, o mundo exterior — Ricardo, Letícia, as aparências e o peso do nome Villela — simplesmente deixam de existir.Daniel não espera. Ele me prensa contra a porta, as mãos grandes espalmadas na madeira de cada lado da minha cabeça. O olhar dele é puro fogo cinzento, uma fome que o coquetel de camarão e champanhe não chegou nem perto de saciar. Seus lábios encontram os meus em um beijo urgente, faminto, que me rouba o fôlego e qualquer resquício de sanidade. Minhas mãos sobem por seus braços musculosos, sentindo a pele quente sob o linho da camisa, e se enroscam em seus cabelos escuros, puxando-o para mais perto, aprofundando o beijo. Nossas línguas se encontram em uma dança selvagem, explorando cada canto da boca um do outro, um prelúdio para o que está por vir, enquanto o cheiro inebriante de suor, graxa e algo amadeirado que é só dele me envolve por completo.— Quero você — ele murmura contra meus lábios, a voz rouc
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