Aproveita a vista, princesa. Porque o verdadeiro show começa quando o sol se puser.
Não é o Daniel da oficina, sujo de graxa e com cheiro de óleo. Nem o Daniel de terno de Londres, impecável e contido. É um Daniel relaxado, perigoso, exalando uma masculinidade tão crua que o ar da suíte parece rarefeito, difícil de respirar. É o lobo no próprio território — e eu, a presa, completamente hipnotizada.Ele se vira quando ouve o som da porta, e os olhos cinzentos percorrem meu corpo, descendo lentamente pela transparência da seda verde até os meus pés, antes de voltarem para o meu rosto — um trajeto que me deixa em chamas. O silêncio se estende, carregado de um desejo que ele não faz o menor esforço para esconder, um desejo que me atravessa, que se instala em mim.— Você está… — ele começa, e a voz sai mais rouca que o normal, um som baixo que me arrepia. Ele limpa a garganta, como se tentasse se recompor. — O verde combina com você. Mas eu ainda prefiro o batom borrado.Um sorriso malicioso surge nos lábios dele, e eu sei — eu sinto — que ele está se divertindo com a min
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