Agora, que tal mais um café? Ou você prefere que eu te mostre o resto do meu covil?
Ele dá um passo à frente, diminuindo a distância entre nós. O cheiro de sabonete e de pele limpa me envolve, um contraste delicioso com o cheiro de graxa que eu esperava. Seus olhos cinzentos, antes divertidos, agora têm uma intensidade que me desarma. Ele não está brincando.— Você acha que eu não sei me vestir, princesa? — ele pergunta, a voz baixa, quase um sussurro, mas carregada de uma autoridade inegável. — Eu não aceito que mulher nenhuma escolha o que eu visto. Nunca aceitei e não vai ser agora que vou começar. Eu tenho meu próprio estilo, minhas próprias regras. E, acredite, elas funcionam muito bem.Ele cruza os braços, os músculos sob a camiseta preta se contraindo. A postura dele é de desafio, de um lobo que não se dobra. Sinto uma mistura de frustração e uma estranha admiração. Ele é teimoso, orgulhoso, e isso me irrita profundamente, mas também me atrai de uma forma perigosa. Ele não é um dos meus cachorrinhos adestrados.— Mas… e se você escolher algo… que não se encaix
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