Acordei surpreendentemente descansada, considerando tudo que tinha acontecido na noite anterior. A conversa no quarto, a madrugada, os fios de cabelo enrolados nos dedos dele... Coisas que, em qualquer outra circunstância, me fariam passar a noite olhando para o teto. Mas eu tinha tirado um peso das costas. Tinha contado a verdade. Tinha concordado com o exame. E meu corpo, aparentemente mais sábio do que minha cabeça na maioria das vezes, tinha interpretado isso como permissão para descansar.Eu entendia, agora, por que o exame era necessário. Toda aquela história era uma loucura pura para quem via de fora. Um velho obcecado por encontrar uma neta que podia muito bem estar morta, que um dia voltou para casa depois de um acidente num lago de parque dizendo que tinha encontrado quem procurava. E ali estava eu, corroborando com o que parecia uma insanidade. Quem me olharia sem achar que era uma golpista?Mas o exame ia dar positiv
Leer más