POV ZOESe existe um inferno específico para recém-casados por obrigação, ele provavelmente fica em algum convés ensolarado do Mediterrâneo, cheio de música alegre, coquetéis coloridos e uma animadora sorridente demais para ser levada a sério.Foi a primeira coisa que pensei quando subimos para a proa.O navio parecia ter se transformado em um comercial de romance de luxo. Havia casais por todos os lados, roupas leves, vestidos esvoaçantes, homens de camisa branca aberta no pescoço, mulheres bronzeadas sorrindo como se tivessem nascido para posar no convés com o mar ao fundo. A música vinha suave, mas insistente. Taças tilintavam. Gente ria alto demais. Tudo tinha um brilho bonito e irritante.E ali estávamos nós.Eu, de short claro, sandálias simples e uma camisa social enorme que ainda carregava o cheiro discreto de Raul.Raul, ao meu lado, com uma camiseta escura, bermuda de corte impecável e a mesma cara de homem que pisaria em um precipício se isso o livrasse de interação social.
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