POV ZOEEntão ergueu um pouco a mão e chamou baixinho:— Me chama de vovó, florzinha linda…Lira parou.Olhou para Flora.Depois para mim.Houve um segundo inteiro em que eu quase chorei sem fazer barulho. Porque criança pequena não entende subtom, não entende despedida escondida, não entende manipulação, contrato ou última vontade. Criança entende laço. Entende calor. Entende quando um colo é seguro.Passei a mão nos cachinhos dela.Sorri entre lágrimas.E assenti com a cabeça.Lira voltou o rosto para Flora e, com aquela vozinha doce que ainda tropeçava nas sílabas quando estava cansada, falou:— Vovó.Foi tão simples.Tão pequeno.Tão devastador.Flora fechou os olhos de novo, e uma lágrima escapou pelo canto deles antes que ela abrisse um sorriso fraco, tremido, mas real.— Ah… — sussurrou. — Agora sim.Meu peito apertou tanto que doeu. Virei o rosto por um segundo, tentando controlar as lágrimas, mas foi inútil. Elas vieram mesmo assim, quentes, silenciosas, caindo sem que eu tiv
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