POV RAULO vinhedo ficava ainda mais bonito de manhã.Talvez porque a luz da Toscana parecia sempre querer fazer espetáculo. Talvez porque fileira de videira, quando pega sol cedo, fica com aquele ar de coisa antiga, paciente, quase sagrada. Ou talvez porque eu estava andando por entre aquele cenário com Zoe e Lira ao meu lado e isso, por si só, já distorcia qualquer noção razoável de beleza.Flávio nos guiava pela trilha principal com a competência calma de quem conhecia cada curva do terreno e cada reação previsível de turista encantado. À frente, um casal inglês falava baixo demais para o resto do grupo ouvir, mas alto o suficiente para eu entender que estavam em lua de mel e decidindo qual foto parecia “mais espontânea”. Mais ao fundo, uma família italiana tentava convencer duas crianças a não correrem entre as videiras como se aquilo fosse parque público. Perto da entrada do percurso, ouvi um espanhol arrastado vindo de uma mulher mais velha, rindo enquanto chamava o neto de volt
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