Os dois permaneciam imóveis, mesmo sem se tocarem, o calor estava ali. A respiração de um, o mínimo movimento do outro, tudo era percebido. Helena fechou os olhos, tentando dormir, tentando ignorar, mas a presença dele, tão próxima, era impossível de afastar.Do outro lado, Eduardo permanecia imóvel, mas desperto. Cada sentido alerta, cada pensamento indo para um lugar que ele não queria admitir. Um leve movimento na cama, quase imperceptível, diminuiu ainda mais a distância entre eles.Se qualquer um se movesse muito… se tocariam. Nenhum dos dois se moveu, pelo menos não enquanto estiveram acordados.O sono veio em algum momento, silencioso, sem que nenhum dos dois percebesse quando exatamente cederam ao cansaço. Helena foi a primeira a despertar. Ainda de olhos fechados, sentiu algo diferente, um calor constante, envolvente, próximo demais. A consciência veio aos poucos, e quando abriu os olhos, seu corpo inteiro enrijeceu.O rosto apoiado contra o peito nu de Eduardo, sentindo a
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