Eduardo
Eduardo permanecia imóvel no escritório, como se ainda estivesse preso ao momento anterior. O silêncio que ficou não era alívio. Pelo contrário era confusão e caos.
Ele soltou o ar devagar, passando a mão pelo rosto, tentando organizar os próprios pensamentos, mas eles vinham desordenados, insistentes.
O gosto do beijo ainda estava ali, mas não havia nada por trás dele, absolutamente nada.
Apenas o gosto amargo de sentir que não havia mais o fogo de antes, era como se tivesse beijado um