Hugo FurquimFazia mais de um mês que Faína estava em casa conosco e, por mais que minha cabeça fosse um turbilhão constante, tentava ao máximo deixar todos os problemas que Jacques me enfiou do lado de fora da porta do apartamento. Dentro daquela casa, queria que existissem apenas nós três.Ela não me perguntava diretamente sobre ele. Mas deixava claro, nas entrelinhas, que continuava investigando. Às vezes, no meio da noite, quando estávamos os três na cama, ela segurava meu rosto e sussurrava:— Promete que vai ter cuidado, amor. Agora não é só a First atrás dele. A SISU também entrou na caçada. E eles não brincam.Tudo o que podia fazer era assentir e depois a beijava, tentando engolir o gosto amargo de culpa que subia pela minha garganta.Desde que Amélie foi resgatada bem debaixo do nariz dele, Jacques desapareceu. Não me ligou, não mandou mensagem, nada. Mas sabia que ele ainda estava em Paris. Sentia isso dentro de mim. Ele devia acreditar que estava grampeado, especialmente de
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