Hugo FurquimJá haviam passado três dias desde que Faína havia partido e Elena estava enfurnada na cozinha, dizia que havia algo de errado, estava com um pressentimento ruim.— Amor, você mal tocou no almoço — falei, encostando-me no batente da porta. — O que está acontecendo?Elena virou-se com os olhos preocupados, secando as mãos no avental.— Não sei explicar, Hugo. É como se algo ruim estivesse para acontecer. Faína já foi, você vai viajar e vou ficar aqui sozinha com essa sensação apertando o peito.Puxei-a pela cintura e dei um beijo demorado em sua testa.— Brinquei com você outro dia, mas agora é sério: vou viajar por alguns dias. Negócios chatos para o Jacques. Mas volto assim que terminar. Você tem o cartão com acesso às minhas contas. Compre o que quiser, saia de casa um pouco, distraia-se. Só não fica se torturando com esses pressentimentos, está bem?Ela me abraçou forte, escondendo o rosto no meu peito.— Promete que vai me ligar todos os dias?— Prometo. E quando volta
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