O ar dentro da Velha Destilaria era pesado, impregnado pelo cheiro de mofo, poeira e o odor metálico do medo. Luna e Mila estavam presas a cadeiras de ferro, as cordas cortando a circulação de seus pulsos. A mordaça de Luna estava úmida de lágrimas, e seus olhos, antes cheios de vida, agora refletiam o abismo. José caminhava ao redor delas como um abutre. A cada passo, o som de suas botas no chão de madeira podre torturava os sentidos das irmãs. Ele parou diante de Luna, o olhar percorrendo o corpo dela com uma malícia asquerosa, uma fome perversa que fazia a pele de Luna arrepiar em repulsa. — Você achou que aquele mafioso ia te proteger para sempre, não foi? — José sibilou, inclinando-se até que seu hálito fétido atingisse o rosto dela. Luna virou a cabeça bruscamente, fechando os olhos enquanto um soluço mudo sacudia seus ombros. — Pode chorar. Suas lágrimas só me deixam com mais vontade. Ele estendeu a mão áspera e, com um movimento lento e possessivo, apertou o seio de Lu
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