23Sloane.A chuva batia implacavelmente, num tamborilar rítmico, contra a claraboia da minha casa, transformando a sala de estar num santuário escuro e alagado. Leo estava a salvo numa festa do pijama do outro lado da cidade, deixando a casa estranhamente silenciosa pela primeira vez em meses. Eu estava encolhida no sofá com uma taça de vinho tinto intocada, olhando para as luzes desfocadas da rua através da janela, quando a campainha tocou.Nem sequer olhei pelo olho mágico. Soube instantaneamente quem estaria à porta, sem precisar verificar. Caleb estava parado na varanda, encharcado até os ossos. Seu suéter cinza-escuro estava completamente molhado, colado ao seu peito musculoso, e seus cabelos escuros estavam grudados na testa. Ele não parecia o queridinho do departamento de história. Parecia um homem que havia atravessado a cidade dirigindo em um frenesi febril, assombrado pela lembrança das cortinas do auditório.Sem esperar por um convite, ele entrou, o cheiro de asfalto molha
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