Damon Um silêncio denso e cheio de coisas que nenhum dos dois tem coragem de dizer aparece. Ela desliga o fogo, passa a mão no cabelo e o prende atrás da orelha num gesto simples, mas tão bonito que me tira o ar. Por um instante, tudo que quero fazer é me inclinar e beijar seu pescoço, sentir o gosto da sua pele. Mas eu me seguro, porque se eu tocar nela agora, não vou parar.Me viro rápido e vou até o armário pegar dois pratos. — Vou colocar a mesa.Ela me acompanha com os olhos, silenciosa. Eu me pego pensando em como é estranho pegar pratos, talheres, dividir uma cozinha, uma conversa. Coisas que eu nunca fiz, nunca me imaginei fazendo com alguém, principalmente com ela. Mas, por alguma razão que eu não consigo entender, não parece errado, e sim, perigoso. E ao mesmo tempo, inevitável.Nos sentamos um de frente para o outro, ela um pouco tensa, enquanto eu tento disfarçar o desconforto. Com a mesa posta, a fumaça suave sobe dos pratos e o cheiro da massa se mistura ao aroma amade
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