DamonEu o ignoro, mas por dentro o sangue ferve. Quero foder essa tensão, quero esmagar a resistência dela, quero respostas. Mas tudo o que faço é permanecer parado. Eu fico onde estou, mas meus olhos não largam dela. Cada passo que Melinda dá dentro da academia parece lento demais, carregado demais, com a mochila escorregando no ombro, a pressa em se enfiar no consultório como se fosse um esconderijo.Ela tenta fingir normalidade, cumprimenta Ernesto com aquele sorriso educado que não engana ninguém, pergunta qualquer coisa para Leon, pega um elástico, ajuda Hina a alongar as pernas, mas eu vejo tremor leve em suas mãos quando segura o tornozelo. Vejo como ela engole em seco quando precisa passar perto de mim. E vejo, principalmente, como ela evita, a qualquer custo, cruzar o olhar comigo.Isso só aumenta o tesão e a raiva dentro de mim.Ela acha que pode me ignorar, que pode me tratar como se fosse só mais um trabalho, como se não tivesse gemido meu nome, implorado pelo meu pau
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