Damon As luzes do vestiário são fortes demais, quase ofendem. Fico olhando para o reflexo distorcido no espelho, o suor já escorrendo mesmo antes de subir para o octógono. A adrenalina começa a bater, mas hoje ela vem misturada com algo que parece calma. Não é paz, exatamente. É foco.O som distante da torcida chega abafado, como se houvesse algodão nos meus ouvidos. Respiro fundo e penso em tudo o que aconteceu nos últimos meses, em cada merda, cada queda, cada erro. Penso em como quase perdi tudo. E em como, de alguma forma, encontrei ela no meio do caos. Melinda. Fecho os olhos e vejo o sorriso dela. Vejo o jeito que ela olha para mim, não como se eu fosse um lutador, ou um cara invencível, mas como se eu ainda tivesse conserto. E, caralho, talvez eu tenha. Por ela, eu tenho tentado.A terapia… nunca pensei que fosse dizer isso, mas não é tão ruim quanto imaginei. Não é fácil, também, eu sangro por dentro toda vez que abro a boca para falar das coisas que enterrei, mas o dia
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