O caminho até a mansão pareceu uma eternidade.As mãos pequenas e frias se retorciam no colo, inquietas. Ela estava colada à porta do carro, trêmula, o mais distante possível de Eros Bitencourt.Lua permaneceu imóvel no banco traseiro do carro, os dedos agarrados ao tecido do casaco enorme enquanto as luzes da cidade atravessaram os vidros escuros em borrões dourados e distorcidos.Seu coração ainda batia rápido, descompassado, desde os flashes incontáveis das câmeras e os gritos dos fotógrafos chamando o nome daquele homem maquiavélico como o próprio demônio.Naquele exato momento, Lua percebeu que havia sido jogada num palco sem sequer entender como chegou até ele.Não como artista...Mas como bobo da corte...Como uma aberração...Seu rosto queimava de vergonha, o sentimento de desolação, tão conhecido a preencheu completamente. Fungou, olhando para fora, pela janela. Ela não queria mais deixar que esse homem visse suas lágrimas.Podia até ouvir os cochichos imaginários se espalhan
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