O caminho até a mansão pareceu uma eternidade.
As mãos pequenas e frias se retorciam no colo, inquietas. Ela estava colada à porta do carro, trêmula, o mais distante possível de Eros Bitencourt.
Lua permaneceu imóvel no banco traseiro do carro, os dedos agarrados ao tecido do casaco enorme enquanto as luzes da cidade atravessaram os vidros escuros em borrões dourados e distorcidos.
Seu coração ainda batia rápido, descompassado, desde os flashes incontáveis das câmeras e os gritos dos fotógrafos