LuaA claridade e a sensação de ser observada, a despertaram com um susto.Se sentando na cama de uma vez, Lua olhou em volta do quarto ligeiramente familiar. Era uma das suítes do terceiro andar, reservada somente à família Bitencourt.Não conseguia ver direito porque estava sem os óculos, mas reconheceu uma figura masculina sentada em uma das poltronas de veludo rosa pálido.Lucas a observava em silêncio, ainda vestido com o terno azul claro do dia anterior.Espera...Ela se voltou para as cortinas parcialmente fechadas, a luz do sol se infiltrava através delas. Como já era de manhã?As lembranças da noite anterior voltaram como um estampido, e ela se recriminou por reagir daquela forma na frente de Eros, e também por permitir que Renato a apavorasse a ponto de perder a consciência.Tinha que falar com Eros, não podia deixar que ele pensasse que ela não ia conseguir. Esse contrato era sua tábua de salvação.Se levantou devagar, constatando que ainda estava usando o uniforme.- Lucas
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