(POV Mari)Na segunda-feira, assim que a Tati fechou a porta da boutique, eu colei as três folhas A3 na parede do escritório.Era a anatomia financeira do Grupo Serrão. A versão que o conselho nunca via. Margens reais, projeções sem maquiagem, fluxo de caixa antes da mágica contábil que toda grande empresa usa para enganar trouxa.Gabriel não tinha me dado um relatório. Tinha me dado uma arma.Passei a noite debruçada sobre os números, riscando, circulando, bebendo café gelado sem perceber. Quando amanheceu, eu sabia que a empresa era mais saudável do que o mercado imaginava. Mas uma divisão destoava feito nota errada em sinfonia. A divisão do Vinícius.Margem conveniente. Lucro que não acontecia por competência. Acontecia por ajuste.Passei a limpo duas vezes. Na terceira, não tinha mais dúvida. Alguém estava desviando dinheiro com método.Na quarta-feira, às oito e quarenta, entrei na sala do Gabriel com a pasta debaixo do braço. Ele já estava com o notebook aberto, café fresco e aq
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