O quarto estava em silêncio, mas não vazio. Havia o som das respirações, dos corações inquietos e de tudo aquilo que já não precisava mais ser dito.Dandara parou próxima à cama, sentindo as mãos levemente trêmulas. Não era medo, mas intensidade. Ela sabia o que aquele momento significava, e Bernardo também.Ele se aproximou devagar, sem invadir, sem pressa. Seu olhar encontrou o dela como se ainda buscasse uma confirmação que, no fundo, já existia.— Você tem certeza? — sussurrou, com a voz carregada de cuidado.Dandara ergueu o olhar e sorriu, pequeno, mas inteiro.— Tenho.O silêncio que se seguiu não era dúvida. Era escolha.Bernardo levou a mão ao rosto dela, tocando-a com delicadeza, como quem segura algo precioso. Quando a beijou, foi diferente. Havia menos urgência e mais profundidade, mais sentimento, como se aquele gesto dissesse tudo o que as palavras não alcançavam.As mãos dele percorreram o corpo dela com calma, com respeito, como se cada toque fosse uma descoberta. Dand
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