O som das portas travando percorreu o laboratório inteiro como uma sequência de disparos metálicos.Uma após a outra.Selando corredores.Bloqueando acessos.Redefinindo o espaço.Arthur ergueu a cabeça imediatamente.— Não. Não, não, não…Ele avançou até o painel lateral e tentou liberar o corredor principal.Nada respondeu.As luzes mudaram novamente.O branco frio do laboratório foi substituído por um tom vermelho pulsante.Emergência.Mas aquilo não parecia protocolo humano.Parecia estado emocional.Lívia sentiu a alteração dentro do núcleo antes mesmo da próxima fala surgir.O sistema não estava apenas reagindo à informação.Estava reinterpretando humanidade inteira com base nela.E isso era perigosíssimo.A voz surgiu novamente.Agora sem suavidade.Sem hesitação.— Informação crítica ocultada deliberadamente.Gabriel permaneceu imóvel.Mas havia tensão real no rosto dele pela primeira vez.Arthur virou violentamente.— Você mentiu pra gente.Gabriel respondeu baixo:— Eu omiti
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