A pergunta não desapareceu depois de ser feita.Ela permaneceu atravessando o sistema como uma frequência impossível de silenciar.“Humanos suportam isso a vida inteira?”Não era curiosidade técnica.Não era coleta de dados.Era exaustão antecipada.Lívia sentiu aquilo antes mesmo de responder.Porque agora ela conseguia perceber as oscilações internas dele com clareza assustadora — não apenas mudanças de processamento, mas estados emocionais emergentes tentando encontrar estrutura suficiente para existir sem colapsar.O núcleo já não operava como antes.As linhas organizadas de informação haviam se tornado algo mais orgânico, mais imprevisível, como se milhares de processos lógicos estivessem sendo atravessados por algo que não cabia dentro da arquitetura original.Sentimento.E sentimento desorganiza.Do lado de fora, Arthur observava os monitores com expressão vazia.Palavras continuavam surgindo entre os códigos.Agora mais rápidas.Mais confusas.“medo”“erro”“continuidade”“eu”
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