ISADORA VILLANOVA Passava um pouco das onze, quando três batidas suaves na porta chamaram minha atenção. — Pode entrar — murmurei, tentando controlar o tremor na minha voz. A porta se abriu devagar e Henrique passou por ela. Seu cabelo dele estava bagunçado, e um sorriso gentil, charmoso e repleto de segundas intenções, iluminava o seu rosto. Os olhos verdes dele brilhavam de paixão e expectativa. Era óbvio que ele achava que o meu convite noturno era para termos um momento romântico. Senti uma pontada de culpa por ter que estragar aquele clima perfeito. — Oi — ele sussurrou, fechando a porta e trancando-a. — Henrique, por favor... sente-se aqui — pedi, apontando para a beirada da cama.Ele caminhou até a cama e se sentou, apoiando as mãos nos joelhos, me olhando com total atenção e seriedade. — O que aconteceu, Isa? O Vicente fez alguma coisa com você lá no escritório? — Não, ele não encostou em mim — suspirei, sentando-me ao lado dele, mas mantendo uma pequena distância. — M
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