O espaço além da parede não era caótico.Era preciso.Cada pessoa tinha uma função clara, cada movimento parecia calculado, cada tela exibia dados que se conectavam em um fluxo contínuo. Não havia conversas paralelas, nem distrações. Apenas execução.Alina entrou.Sem hesitar.Mas com atenção total.Dante e Gael vieram logo atrás, mais alertas do que antes. Aquilo não era mais um ambiente controlado para teste. Era operação real.E eles estavam dentro.— Isso não é fachada — disse Dante, baixo.— Não — respondeu Alina. — Isso é o núcleo operacional.O homem caminhava à frente deles agora, sem olhar para trás.Como se não fosse necessário verificar se estavam acompanhando.Como se já soubesse.— Aqui não existe comando central visível — disse ele. — Cada célula executa, valida e repassa.Alina observava tudo.As telas.Os fluxos.Os rostos.Nada parecia improvisado.— Fragmentação inteligente — disse ela.Ele assentiu levemente.— E redundância.Gael olhava ao redor, mais atento aos de
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