A porta aberta não significava liberdade.Significava decisão.Alina ficou parada por um segundo a mais do que o normal. Não por dúvida, mas para fixar aquele momento. O ponto exato em que o jogo deixava de ser conduzido apenas por ele.Agora havia espaço.E espaço, naquele contexto, era arma.Ela deu o primeiro passo para trás sem quebrar o contato visual. Depois mais um. O homem não se moveu. Apenas observou, como se aquele recuo fosse tão importante quanto qualquer avanço anterior.— Você não está saindo — disse ele, com a voz baixa.Alina respondeu no mesmo tom.— Estou mudando de posição.O silêncio ficou mais denso.Ele assentiu de leve.— É assim que começa.— Já começou.Ela não suavizou.E então virou.Sem pressa.Sem olhar para trás.Cada passo pelo corredor parecia mais pesado agora, não por medo, mas pelo peso da escolha que vinha junto com ele. A luz fria voltava, o espaço estreito, o eco controlado.Mas algo tinha mudado.Ela não estava mais sendo conduzida.Ela estava l
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