O silêncio depois da discussão não quebrou.Ele se acomodou.Pesado.Presente.Como se ocupasse todo o espaço entre eles.Alina voltou ao notebook, mas não digitou. Ficou olhando para a tela, analisando os fluxos que continuavam mudando em tempo real.Dante estava na janela outra vez, monitorando a rua. Gael permanecia encostado na parede, mas agora sem disfarçar: o foco dele estava nela.— Eles estão avançando em três frentes — disse Dante, sem se virar. — Financeiro, reputacional e… físico.A última palavra ficou mais densa.Alina assentiu.— Eles querem sobrecarregar.— E forçar erro — completou Gael.Ela finalmente começou a digitar.Rápido.Direto.— Então a gente dá um alvo.Dante virou o rosto.— Um alvo?— Um ponto falso de interesse.Ela abriu um novo mapa de conexões.— Algo grande o suficiente para puxar atenção.— E vazio o suficiente para não machucar ninguém.O clima mudou.Mais preciso.— Isca — disse Gael.— Exatamente.Alina destacou um nó no sistema.— Essa empresa a
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