Eles deixaram o cartório pela lateral, misturados ao fluxo de pessoas assustadas que ainda saíam do prédio. O som das sirenes crescia, os agentes começavam a cercar a área, funcionários tentavam organizar quem chorava, quem tremia, quem procurava documentos caídos ou familiares perdidos no meio do pânico.Alina caminhava com rapidez, mas não soltava a mão de Gael.Não mais.A jornalista seguia alguns passos à frente, protegendo a pasta contra o peito como se carregasse algo mais valioso que a própria vida. Dante ia ao lado dela, cobrindo o caminho com os olhos atentos, o rosto fechado, a postura de quem ainda esperava outro ataque a qualquer momento.O homem da Helix vinha por último, silencioso.E Alina sabia que aquele silêncio escondia mais do que cansaço.Quando chegaram a uma rua lateral, Dante abriu a porta de um carro que já os aguardava. Não era o mesmo veículo. Ele devia ter acionado algum contato durante o caos, porque o carro estava limpo, discreto, sem qualquer marca que p
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