O alarme rasgava o cartório como uma ferida aberta. Pessoas corriam sem direção, derrubando cadeiras, pastas, documentos, buquês, tudo aquilo que segundos antes pertencia a uma manhã comum. O lugar feito para registrar promessas agora tremia sob o peso do medo, e aquilo acendeu em Alina uma fúria tão profunda que quase sufocou a própria razão.Ela apertou a mão de Gael e olhou ao redor.— A saída principal vai virar gargalo — disse Dante, tentando conter o agressor no chão enquanto gritava para as pessoas se afastarem. — Se todos correrem por ali, alguém vai cair.Alina avaliou o salão em segundos. As portas laterais. Os corredores administrativos. A área de arquivos. A ala de registros especiais. Havia crianças chorando, idosos perdidos, um casal encurralado perto da parede e a jornalista ajoelhada atrás do balcão, ainda segurando a pasta com o dispositivo.Gael respirava com dificuldade ao lado dela, mas não recuava.— O que você precisa que eu faça?A pergunta atingiu Alina no peit
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