O carro parou.E, por alguns segundos, ninguém se mexeu.O mundo lá fora estava pronto para engolir tudo. Sirenes distantes, luzes cortando a escuridão, um prédio silencioso demais para ser comum.Mas ali dentro…o silêncio era outro.Mais pesado.Mais íntimo.Alina olhou para frente, mas não enxergava nada além do que estava sentindo.O coração ainda acelerado.A respiração tentando encontrar ritmo.E aquela sensação… de que, se saísse dali, tudo mudaria de um jeito que não tinha volta.Gael estava ao lado.Perto o suficiente para ela sentir o calor dele.Mas sem tocar.Sem invadir.Como se entendesse que aquele momento precisava de escolha.Não de impulso.— A gente precisa ir — disse Dante.A voz firme, puxando a realidade de volta.Alina assentiu.Mas não abriu a porta.Ainda não.Ela virou o rosto devagar.E encontrou o olhar de Gael.Sem pressa.Sem disfarce.E tudo que ela tentou organizar… desmoronou por um instante.Porque ali não tinha estratégia.Não tinha cálculo.Só senti
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