Dante abriu a porta devagar.O corredor estava escuro, com apenas algumas luzes de emergência piscando em intervalos irregulares. O barulho de passos tinha diminuído, mas isso não significava segurança.Significava que eles estavam procurando melhor.Alina se afastou de Gael com dificuldade.Não porque queria.Mas porque precisava.Ainda sentia o calor do abraço dele no corpo, o beijo na testa, a promessa sussurrada perto do ouvido.“Quando isso acabar… eu ainda vou estar aqui.”Aquelas palavras continuavam dentro dela.Firmes.Vivas.Dolorosas.Ela passou a mão pelo rosto, tentando trazer a mulher fria de volta. A mulher que calculava, que avançava, que não tremia diante do perigo.Mas aquela mulher agora carregava algo novo no peito.Gael.E isso mudava tudo.Dante olhou para os dois por um segundo, sem ironia dessa vez. Havia urgência no rosto dele, mas também uma compreensão silenciosa.— Temos uma rota — disse ele, baixo. — Não é limpa, mas é a melhor.Alina assentiu.— Quantos?
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