No dia seguinte, na empresa....Já passava das seis quando Thaís começou a organizar a mesa.Os papéis alinhados, o computador desligado com calma, a bolsa fechada com aquele cuidado automático de quem está encerrando mais um dia e não fugindo dele.O fim de semana na casa de Ana ainda estava fresco. Risos, leveza, conversa boa. Mas a vida… seguia.Segunda-feira tinha vindo como sempre vinha.Cheia.Reuniões, prazos, gente entrando e saindo, vozes no corredor. E, no meio de tudo isso, uma ideia que não foi embora.Clube de tiro.Ela não tinha esquecido. Nem ignorado. Pensou nisso no sábado. No domingo. Pensou enquanto escovava os dentes, enquanto assistia TV, enquanto tentava não pensar.E chegou a uma conclusão simples. Não era uma obrigação. Não era um desafio no sentido de “provar alguma coisa”.Era um exercício.E mais importante que fazer... era saber que podia escolher. Ir.Não ir.Tentar.Desistir.Tudo era dela. E, talvez… ela sentiu isso de verdade.Thaís fechou a bolsa. Res
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