Jack entrou no quarto sem pressa, deixando a porta aberta atrás de si como quem não tem qualquer receio de ser interrompido, como se aquele quarto fosse apenas uma extensão natural de seu domínio, e não tivesse medo de que alguém os ouvisse.Ele puxou a cadeira posicionada à sua frente, arrastando-a pelo chão de propósito, o ruído áspero se espalhando pelo ambiente lembrando-a de sua dor de cabeça, e se sentou devagar, acomodando-se com uma tranquilidade perturbadora, as pernas levemente afastadas, os braços apoiados sobre as coxas, o olhar fixo nela.Luna respirou fundo.Já que não havia para onde correr, não havia saída física possível, ela decidiu que não se encolheria. Endireitou a coluna dentro do limite que as amarras permitiam e levantou o olhar de forma deliberada, fixando-o nos olhos daquele que, biologicamente, tinha lhe dado a vida.Eles ficaram ali, em silêncio, encarando-se, analisando-se, por um tempo que pareceu longo demais. Jack com um misto de posse e satisfação doen
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