O hangar estava silencioso demais para uma manhã de partida. O jato já estava pronto na pista, com a escada abaixada e os motores em preparação, emitindo aquele ruído baixo e constante, quase como se me lembrasse de que aquele voo talvez fosse mais longo. O céu sobre Los Angeles estava limpo, de um azul indiferente, como se a cidade não tivesse me enterrado um irmão e expulsado pessoas que ainda carregavam o peso daquilo tudo.Talvez fosse melhor assim.Chicago era o meu lugar. Meu próprio domínio, que eu havia construído longe da costa, longe da sombra direta de Giovanni, longe das lembranças que Los Angeles agora devolvia em cada corredor, em cada porta, em cada silêncio. Levar minha mãe e Tiziana comigo parecia a decisão mais sensata. Outros ares. Outra rotina. Outra paisagem para tentar sobreviver ao que restara.Não que eu acreditasse, de fato, em recomeços. Mas acreditava em movimento. Por mais dolorosa que fosse a nossa perda, luto algum o traria de volta. Seguir em frente não
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