O apartamento de Chloe ficava no mesmo condomínio que o meu, três andares acima. Era um prédio antigo, de fachadas discretas e sem nenhum luxo aparente, mas os cômodos eram amplos, com paredes grossas que isolavam o som e uma planta antiga que valorizava o espaço, o tipo de lugar tranquilo que Caterina e eu tanto procurávamos quando as opções em San Diego pareciam escassas ou perigosas demais.Ainda assim, enquanto eu cruzava a sala com um copo de vodca e tônica na mão, não pude deixar de calcular mentalmente os números. Eu vinha considerando mudar dali. Nossa reserva de dinheiro estava evaporando de forma alarmante; os exames especialistas de Caterina, as consultas e os remédios contínuos consumiam quantias que o meu salário fixo na Viscari’s mal conseguia cobrir. Minhas comissões pagavam o aluguel, o mercado e a farmácia, mas, ao final de cada mês, o saldo na minha conta parecia uma piada de mau gosto. Não sobrava nada.Por isso, observar o padrão de vida de Chloe sempre fora um eni
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