(POV Lis)Cercados.Claro.De alguma forma, tudo sempre termina assim: cercada, armada, respirando o cheiro metálico do perigo enquanto homens demais apontam armas na minha direção como se já tivessem decidido meu fim.Os faróis dos carros pretos me cegam por um instante, formando círculos brancos no concreto molhado ao nosso redor. O vento da noite corta meu rosto, frio e seco, carregando o cheiro de gasolina e pólvora. Ao meu lado, escuto a respiração irregular de Isao. Atrás de mim, Angelo ajusta a posição da arma. Hayato permanece imóvel, calculando ângulos, distâncias, rotas impossíveis de fuga.Os homens descem dos carros sem pressa.Sem medo.Organizados demais para serem apenas capangas comuns. Cada movimento deles é sincronizado, preciso — como uma coreografia treinada para intimidar antes mesmo do primeiro disparo.Porque eles acham que já ganharam.Erro deles.— Fica atrás de mim — Angelo diz, a voz baixa, tensa.— Não.Ele se vira para mim imediatamente, incrédulo.— Lis——
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