(POV Angelo)Eu não gosto disso.Na verdade, tudo em mim grita que isso está errado desde o instante em que atravessamos aquela porta enferrujada e encontramos Isao ali dentro, vivo demais para um homem que deveria estar morto, e calmo demais para alguém mantido prisioneiro.Nada faz sentido.É fácil demais.Controlado demais.Planejado demais.O tipo de cenário montado por alguém que quer que a gente acredite que venceu, quando na verdade está apenas conduzindo cada passo nosso exatamente para onde ele quer.— Isso aqui é uma armadilha maior — digo, mantendo minha voz baixa, mas firme.Lis está ajoelhada ao lado de Isao, verificando os ferimentos dele com mãos rápidas e precisas. Mesmo na penumbra daquele galpão abandonado, consigo ver a tensão no maxilar dela.— Eu sei — ela responde.Claro que sabe.Lis sempre sabe.O problema é que saber nunca a impede de avançar.— Então por que ele deixaria a gente pegar o Isao? — pergunto, tentando entender a lógica por trás daquilo.Ela ergue
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